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| Benjamin Abaliac |
Por
Benjamin Abaliac (in memoriam), fundador e Presidente de Honra do Grêmio
Mineiro de Futebol de Mesa
Tudo
começou com duas reportagens. A primeira, na revista PLACAR, de 1981,
anunciando o Campeonato Brasileiro de Futebol de Mesa, que seria disputado em
Brasília-DF, em janeiro de 1982.
Como
sempre fui apaixonado por futebol de mesa, liguei para o Sérgio Netto, um dos
responsáveis pela competição, e queria que ele me explicasse a regra pelo
telefone – a ligação durou mais de duas horas e ele se prontificou a vir a Belo
Horizonte para mostrar como era a regra dos "Três Toques". Bastaria
que tivéssemos uma mesa oficial.
O
sr. Cristóvão Colombo, o seu Colombo, então com 60 anos, que morava no bairro
Santo Antônio, tinha mesa em casa e jogava com uma turma, numa regra que acabei
não conhecendo, utilizando a bola de feltro – um pouco maior do que a usada
atualmente – e botões com seis centímetros de diâmetro, praticamente iguais aos
utilizados hoje.
Ele
me mostrou vários recortes do "Jornal dos Sports", do Rio de Janeiro,
assinados por João Paulo Mury, que viria a ser o presidente da então
Confederação Brasileira de Futebol de Mesa e um dos seus maiores
incentivadores.
Com
estas informações, fiz a segunda matéria, publicada no ESTADO DE MINAS, em
novembro de 1981.
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| Paulo Roberto Reis, Paulo Sérgio Martins e Sérgio Burnier |
Eu
tinha dois bares, o Chorare e o Vice-Versa. No mesmo dia da publicação da
matéria no Estado de Minas, apareceram cinco interessados – Paulo Sérgio
Martins, Célio Braga, Josué de Castro, Galba Novaes e o Eugênio Júnior, então
um menino de dez anos.
Eles
e mais eu; meu irmão, Rubens; e meu sócio, Paulo Roberto, resolvemos fazer uma
mesa oficial, que se juntou a outra, da Brianezi, que tinha em minha casa.
Como
o Josué – um dos que jogava na casa do seu Colombo – já conhecia a regra,
aprendemos rápido. Fazíamos torneios todas as segundas-feiras à noite e nos
sábados à tarde nos corredores do Vice-Versa.
Dava
um trabalho danado – montávamos as mesas e, no final, tínhamos de colocá-las
novamente encostadas nas paredes. Resolvemos então convidar o Sérgio Netto, que
veio de Brasília.
O
primeiro torneio interestadual foi então ganho pelo Josué, que venceu
justamente o Sérgio Netto por 1 x 0. Com o passar do tempo, outros botonistas
foram aparecendo, levados pelos que já jogavam ou por informações de amigos,
como o Sérgio Burnier, o Wilson Renato, o Frederico Nobre.
Resolvemos
então fundar um clube. A ideia do nome foi do Galba e surgia o GRÊMIO MINEIRO,
no dia 5 de janeiro de 1982. As cores oficiais, o grená e o branco, assim como
o escudo original, são mantidos até hoje – eram as cores do Vice-Versa e do
Chorare.
O
clube já teve 94 associados, e, mesmo passando por dificuldades, sempre esteve
presente em campeonatos externos, brasileiros, mineiros, copas do brasil,
torneios interestaduais, além de promover vários deles. Hoje, na Regra dos Três
Toques, é o segundo clube mais antigo em atividade, e certamente um dos que
mais comemoraram títulos, seja de clubes, seja através de conquistas
individuais.
Depois
de passar por nove outras sedes, numa verdadeira peregrinação, o GRÊMIO MINEIRO
funciona na sede da Federação Mineira de Futebol de Mesa, na sala 422 do
Mineirinho, uma das melhores do Brasil, com 16 mesas oficiais e apta a receber
qualquer competição. E sempre aberta para receber os apaixonados pelo futebol
de mesa.
SALA
DE TROFÉUS
Campeão
Brasileiro Interclubes em 1996, 2000, 2002 e 2004.
Campeão
da Copa do Brasil de Clubes em 2008.
Campeão
Mineiro Interclubes em 1989, 2001, 2003, 2004, 2005, 2018 e 2019.
Campeão
da Copa Sudeste em 1999.



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