O meu
primeiro time de botão era formado por jogadores que pertenciam ao Grêmio
Esportivo Flamengo, de Caxias do Sul (RS). Com ele iniciei a minha caminhada em
1963, ao disputar o meu primeiro campeonato de futebol de mesa na AABB, de Caxias
do Sul.
Depois de completadas as
sete rodadas que compunham o turno final, o G. E. Flamengo e o E. C. Pelotas,
de Paulo Luís Duarte Fabião, terminaram empatados no primeiro posto. Foi
necessário um jogo desempate e a partida terminou com a vitória do Flamengo,
por 2 x 1, ficando o título com o tricolor caxiense, após brilhante campanha
invicta.
O time que eu coloquei na
mesa era o quadro campeão caxiense de futebol de 1947, cuja fotografia eu havia
ganhado.
Sempre tive muito orgulho
daquele time, pois conhecia todos os jogadores e era amigo de alguns deles.
O goleiro era o Ary
Hoffmann, nascido no natal de 1926, em São Francisco de Paula. Ele chegou a
jogar no Juventude em 1943, em 1944 no Grêmio Leopoldense, vindo posteriormente
para o Flamengo. Ganhou dois títulos citadinos.
Os zagueiros eram o
Ariosto Azambuja, um vacariano que começou a jogar pelo E. C. Brasil, daquela
cidade, e Ary Detânico, oriundo do Pombal (da várzea), e que também possuía
dois títulos da cidade.
O lateral direito era o
Manuel Duarte (Dadá, apelido igual ao meu), que era porto-alegrense e veio do
S. C. Internacional. O lateral esquerdo era Armando Mano, também de São
Francisco de Paula e que começou sua carreira jogando pelo Riograndense, da
várzea de Porto Alegre. Em 1945 atuou no S. C. Internacional e de lá veio para
o Flamengo.
O centro médio era o
cerebral Mário Machado, natural de Cachoeira do Sul e havia jogado no G. A.
Eberle, um jogador que conseguia jogar macio e sempre estava com a bola.
O ponteiro direito era o
Flávio Vieira (Chicão), tio do meu amigo Rudy Vieira. Chicão começou a jogar no
Az de Ouro, em 1945 e em 1946 jogou no Juventude e de lá para o Flamengo.
Nestor Ruggeri (Alemãozinho) era o ponteiro esquerdo e nasceu em Novo Hamburgo,
começando a sua carreira no E. C. Floriano, atuando pelo Juventude de 1943 a
1946, vindo em 1947 para o clube grená.
Wilson Paulo Escobar
(Zizinho) era, junto com Machado, o cérebro do time. Nasceu em Porto Alegre e
começou jogando no São Lourenço, da várzea, depois jogou pelo Internacional
vindo finalmente para Caxias, defender o Flamengo. Sady Costamilan era o
ponteiro esquerdo e caxiense, como seu irmão Lady Costamilan, meio campo,
começaram no G. A. Eberle, em 1943, passando para o Pombal em 1945 e desde
1947, no tricolor caxiense. Rodrigues Paim (Pavãozinho) era o reserva da ponta
direita. Walter Penha, que também começou no S. C. Internacional era reserva da
defesa. Com ele o Higino Detânico, irmão do Ary, que também jogava no meio
campo.
Ainda contava com o
Natalino Viecelli (Passarinho), natural de Campos Novos e que jogou no Tupy, da
várzea e de lá se transferiu para o Flamengo.
O bonito de tudo isso é
que a gente conhecia todos os jogadores, encontrando-os pela cidade. E assim
foi por muito tempo.
Eu conseguia transferir
para os botões a minha admiração por aqueles jogadores amadores, que defendiam
o meu clube do coração. Acredito que foi uma época em que podíamos sentir a
emoção de ser treinadores de gente que víamos jogar todos os domingos.
Essas são coisas que
podemos sonhar, por que o futebol de mesa nos permite.
Bons tempos e bons amigos
que só o futebol de mesa consegue conservar.
Depois desse Flamengo, eu
modernizei outras equipes. Sempre com jogadores tricolores.
Fonte: A Coluna de Adauto
Celso Sambaquy, de 21 de fevereiro de 2011.




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