Começou a
jogar botão na varanda do seu quarto, com seus 10 anos, juntamente com seu
irmão. Os botões eram de capa e sobretudo, casacões da época. Todo armarinho
que passava, dava uma entrada para observar alguns botões que poderiam ser
contratados para seu time.
Nesta época,
disputou campeonatos na rua onde morava, acompanhando as rodadas do campeonato
carioca na íntegra. Foram três campeonatos. O máximo que conseguiu foi um
vice-campeonato, representando o Bangu.
Jogava na
regra do “leva-leva”, com bola de papel laminado ou de cortiça.
Já como
funcionário público aposentado em Brasília, começou na regra dos três toques
logo após o Campeonato Brasileiro Interclubes de 1984, disputado no Ginásio da
Polícia Militar, na Capital Federal.
Como morava
na Asa Norte, Walter Morgado recomendou que procurasse o pessoal do clube
Flama, organizado por Ermânio Farias. Isso aconteceu em 17 de fevereiro de
1984.
Sua paixão
pelo futebol de mesa era tão grande que logo tratou de adquirir uma mesa
oficial e, quando queria bater uma bolinha, a colocava na pequena sala de seu
apartamento. Pacientemente, realizava uma verdadeira operação de guerra para
tirar vários móveis de seus lugares para que o estádio pudesse ter bola
rolando. Surgindo um parceiro, a bolinha de feltro rolava de segunda a sábado.
Sua casa passou a ser um ponto de encontro dos botonistas, sempre regado a muita
cerveja.
Brincávamos
com a sua capacidade de agenciador e o chamávamos de “Marcos Lázaro” do futebol
de mesa brasiliense, pois organizava todos os bate-bola da semana através de
vários telefonemas para diversos botonistas.
Individualmente,
sua melhor colocação em grandes torneios em Brasília foi o terceiro lugar na
Taça Brasília de 1987.
Por equipes,
foi três vezes campeão brasiliense, nos anos de 1988, 1989 e 1994 (o primeiro,
pela Associação, e os outros dois com o Cota Mil). Em 1987 conquistou o maior
de todos, ao sagrar-se campeão brasileiro interclubes no Rio de Janeiro,
defendendo a Associação, juntamente com José Ricardo Almeida e Paulo Caruso.
Nos anos de
1991 e 1992, voltou para o Rio de Janeiro, onde defendeu o Ipanema. Retornou
para Brasília, onde faleceu em 1997.
Em 2006, a
Associação Proletária de Futebol de Mesa-APROFUME resolveu homenageá-lo,
promovendo no dia 22 de julho, a 1ª Copa Lourival "Guili" Couto
(modalidade Bola 12 Toques), em sua sede no Clube Social Camponeses de
Portugal, em Duque de Caxias-RJ.

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